23.12.06

Recife e o início do Século XX

O início do século XX foi para o Recife um marco. O novo tenta abocanhar o velho; o Recife Antigo sofre sua reforma urbana, é destruído e reerguido. Surge a velocidade frenética dos carros e bondes, as migrações para a cidade grande, as máquinas e as chaminés. É o momento dos astros hollywoodianos, e claro, do jazz. Mas o ritmo da modernidade não surge como um processo uno, pois muitas vezes se choca e se adapta devido à força das tradições. É o encontro de temporalidades, que se reinventam e criam novas percepções.

Um novo tempo precisa também de novas ferramentas. É o momento do desejo, onde instigar o consumo é primordial. As propagandas surgem como criadoras de produtos completos. Remédios não eram apenas para dores de cabeça, mas para estômago, insônia e outras coisas mais. Elas se envolvem com o novo, e sua importância está presente até mesmo nos espaços que os jornais lhes vende.

É a completitude, onde os elementos gráficos visam ao progresso, ao desenvolvimento e ao abandono do antigo. Garrafas, carros e cartomantes emergem possuindo este sentido, é o momento do inglês como algo requintado. Não é à toa que o jornal A Pilheria diz naqueles tempos: “anuncie, que no anúncio, está o sucesso de seu estabelecimento”.

Tiaggo Cavalcanti



Jornal do Commercio, 13.02.1921


Jornal do Commercio, 06.02.1921


Jornal do Commercio, 02.02.1921

3 Comments:

  • hum...essa expo prometeeee
    tiii, mto massa o post
    tu eh xouuu!!!

    By Anonymous Anônimo, at 23/12/06 23:47  

  • maximum de eficiencia essa Expo!

    By Anonymous Anônimo, at 28/12/06 08:40  

  • Excelente material!!!! Parabéns!

    By Anonymous Anônimo, at 27/2/07 11:35  

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